Com uma taça de vinho na mão e palavras soltas é que sou contente.
(contente é uma palavra de que gosto muito)
E além do que, o que não sei enche livros, bibliotecas inteiras queimadas e carimbadas e canonizadas. Sei que na minha cabeça é só lama pegajosa e areia movediça e correntes de ar que vem não sei de qual janela.
Perdi meu taco, mas nunca soube mesmo jogar sinuca. O vinho, de novo, me deixa com aquelas borboletas e aquela vontade louca de porra, cumprir, realizar. Só que o problema que urge é que descentralizei. Estou borrada e turva, mas não menos eu, nunca menos eu. Isso é impossível.
E gosto de ser sozinha, mas estou sempre atrás daquele abraço. E a ideia de ser adulta me apraz, assim como a ideia de saber, saber, saber.
Deito felpuda e acordo agastada, friccionada e culpada.
Sempre em dúvida.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Who did he say you were?
Eu quero partir do estranhamento. De tudo que me é estranho, de tudo que me confunde e me faz duvidar e não-saber e, mais do que tudo, quero partir daquele canto dentro de mim que se surpreende.
E que me entende.
E que me entende.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
amalgamar
E sei que não sou tão jovem, digo. Mas jovem o suficiente pra saber que vou me arrepender de muita coisa ainda.
Subir na bicicleta metafórica.
Não cumpri, não cumpri, não cumpri. Talvez porque estava sentindo que fracassava, talvez porque estive num embróglio de ennui, envolta em um marshmellow de insegurança e letargia.
Antes tarde do que nunca.
Que tal?
Subir na bicicleta metafórica.
Não cumpri, não cumpri, não cumpri. Talvez porque estava sentindo que fracassava, talvez porque estive num embróglio de ennui, envolta em um marshmellow de insegurança e letargia.
Antes tarde do que nunca.
Que tal?
e quem sabe?
Eu só sou confusa e ponto. É que não entendo nada mesmo. Fico mesmo no incerto e nos não-seis.
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