segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sobre o formigar e o dormir da perna esquerda

Com uma taça de vinho na mão e palavras soltas é que sou contente.

(contente é uma palavra de que gosto muito)

E além do que, o que não sei enche livros, bibliotecas inteiras queimadas e carimbadas e canonizadas. Sei que na minha cabeça é só lama pegajosa e areia movediça e correntes de ar que vem não sei de qual janela.

Perdi meu taco, mas nunca soube mesmo jogar sinuca. O vinho, de novo, me deixa com aquelas borboletas e aquela vontade louca de porra, cumprir, realizar. Só que o problema que urge é que descentralizei. Estou borrada e turva, mas não menos eu, nunca menos eu. Isso é impossível.

E gosto de ser sozinha, mas estou sempre atrás daquele abraço. E a ideia de ser adulta me apraz, assim como a ideia de saber, saber, saber.

Deito felpuda e acordo agastada, friccionada e culpada.

Sempre em dúvida.

Um comentário:

  1. Eu também ando borrada. Não sei se é loucura ou sanidade.

    VEM NI MIM, LUÍSA! hahah! bom te ver!

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